em progresso

Na década de oitenta do século passado foi descoberto na Terra do Fogo, junto à pequena Laguna Esperanza, um manuscrito que atraiu à região toda a espécie de cientistas, de antropólogos a linguistas, caçadores de tesouros e exploradores em busca de fama e dinheiro.
O manuscrito foi baptizado de Papel del Fuego. Precedia qualquer outro documento conhecido pela História. A datação por carbono-14 comprovou que era anterior às civilizações mesopotâmica, suméria ou egípcia. Tratava-se, portanto, de um documento de valor incalculável; e decifrá-lo tornou-se rapidamente um desígnio. Em dimensões, o Papel del Fuego assemelhava-se ao pergaminho conhecido como grande rolo de Isaías, um dos sete manuscritos do Mar Morto, encontrado acidentalmente em 1947 nas cavernas de Qumran por um pastor beduíno.
Nos dias que antecederam a chegada dos primeiros académicos e investigadores europeus e norte-americanos ao local, após o anúncio da descoberta, o presidente Reynaldo Bignone decidiu atribuir a guarda de tal manuscrito a um habitante local, um octogenário analfabeto, como forma de precaver o seu eventual desaparecimento ou roubo pelos ingleses. Foi assim que conheci o faroleiro Carlos Arturo Díaz.

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